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Histórico Paróquia

Publicado em 24/10/2014 às 08:52 - Atualizado em 24/10/2014 às 08:51

Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição
Rio dos Cedros - SC

Resumo Histórico


Por Andrey José Taffner Fraga

Pesquisa encomendada e realizada pela ocasião do Centenário da Paróquia N. S. da Imaculada Conceição (1913 - 2013).

Pesquisa atualizada até agosto de 2013.


AVISO LEGAL: A reprodução, total ou parcial, deste texto sem a citação da fonte será processada de acordo com a legislação vigente.


Em 1875 chegaram os primeiros imigrantes trentinos na então Colônia Blumenau e instalam-se na Rua Pomeranos, que posteriormente seria parte da cidade de Rio dos Cedros. Todas essas famílias eram de religião católica.

As primeiras e rústicas capelas em Rio dos Cedros eram construídas pelos imigrantes, geralmente de pau-a-pique, em lotes doados. Essas capelas foram surgindo ao longo das linhas de colonização que se formavam em Rio dos Cedros. As primeiras que se tem relato surgiram nas comunidades das Dores, Santo Antônio, Pomeranos Médio, Glória, São José, e Centro (na sede da Colônia) e Tiroleses.

Ainda em 1876, chegou em Blumenau o Pe. José Maria Jacobs, natural da Alemanha, que passou a fazer o atendimento religioso da comunidade católica de Blumenau (que naqueles tempos englobava todo o Vale do Itajaí).

Têm-se relatos que a primeira igreja na Sede (centro) da colônia em Rio dos Cedros foi feita em 1876. Posteriormente, segundo Pe. Victor Vicenzi, os colonos se uniram para construção da segunda capela. Essa nova capela foi erguida em estilo enxaimel, com o auxílio de colonos alemães. O imigrante Pietro Floriani mandou trazer da Itália a imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Em 17 de outubro de 1882 o Pe. José Maria Jacobs deu as bênçãos para a nova capela. Em 1884, os imigrantes de Rio dos Cedros mandaram fundir, em Trento, os sinos que seriam utilizados na nova capela.

Em 1895 os Franciscanos estabelecem residência em Rodeio, e passam a realizar o atendimento religioso de toda a comunidade de imigrantes trentinos-italianos do Vale do Itajaí.

Em 1901, foi construída nova igreja da Nossa Senhora da Conceição em Rio dos Cedros, no topo da colina existente no centro, onde hoje se localiza o Centro de Formação (antigo Instituto Padre Pastorino).

Essa nova Capela tornou-se o verdadeiro orgulho da comunidade riocedrense, formando um dos mais belos cartões postais do Vale.

As bênçãos à nova Capela foram dadas pelo Frei Lucínio Korte.

A população da colônia trentina de Rio dos Cedros se expandia constantemente, o que demandava cada vez mais os serviços religiosos. Por outro lado, a distância existente entre Rio dos Cedros e Rodeio, onde estavam estabelecidos os Franciscanos, era longa e de difícil acesso para aqueles tempos.

Assim sendo, logo iniciaram movimentos em Rio dos Cedros que reivindicavam a criação de uma Paróquia.

Por volta de 1913 iniciaram-se as disputas, entre os núcleos coloniais de Rio dos Cedros, para saber onde seria a sede da nova Paróquia. Após sorteio realizado, foi estabelecido que a sede seria na então Capela da Nossa Senhora da Imaculada Conceição (no atual centro), restando vencida a de Nossa Senhora das Dores (na atual Crosera).

No ano de 1913 foi criado o "Curato de Nossa Senhora da Conceição do Rio dos Cedros", sendo este desmembrado do curato de Rodeio.

Em 08/06/1913 foi assinado o Decreto de criação do novo curato, por Dom João Becker, bispo da Diocese de Florianópolis, sob a qual estava subordinada a Paróquia de Rodeio e, consequentemente, a nova Paróquia de Rio dos Cedros.

Devido ao precário sistema de comunicação existente na época, o Decreto de criação chegou a Rio dos Cedros apenas em agosto daquele ano.

Em 24/08/1913 foi empossado o primeiro vigário de Rio dos Cedros, o Frei Solano Schmitt, da ordem dos Franciscanos. Essa, portanto, é a data oficial de fundação da Paróquia de Rio dos Cedros.

Inicialmente, o atendimento da Colônia ficou por conta dos Freis Franciscanos de Rodeio.

Frei Solano Schmitt governou a Paróquia de 1913 a 1917. Se despediu da comunidade riocedrense, assumindo seu lugar, interinamente, o Frei Modestino Oeshtering, até 1918.

Em 1918, os Franciscanos passaram a Paróquia de Rio dos Cedros para os cuidados dos Salesianos de Dom Bosco, com sede na cidade de Ascurra.

O Pe. Angelo Alberti assumiu como vigário em 1919, permanecendo até 1923, contando com o auxílio do Pe. João Rolando e do Pe. José Pastorino.

Pe. José Pastorino assumiu, em 1923, a posição de vigário. Tal Padre era bastante carismático, tendo conquistado a admiração e amizade da comunidade riocedrense. Devido a complicações de saúde, esse pároco faleceu naquele mesmo ano de 1923.

O cargo então foi assumido pelo Pe. Ignácio Wasilewski, de origem polonesa, o qual permaneceu em Rio dos Cedros até 1926, retornando então para a Polônia, onde veio a falecer anos mais tarde.

Com a saída do Pe. Ignácio, assumiu a paróquia o Pe. Carlos Zanotelli, o qual foi oficializado vigário em 1928.

Em 17 de janeiro de 1927 foi criada a Diocese de Joinville, à qual a Paróquia de Rio dos Cedros passou a ser subordinada.

Em 1931 assumiu o cargo o Pe. Olivio Giordano. Quatro anos depois assumia o Pe. Marcílio Lobo.

Em 1946 assumiu na condição de vigário o Pe. Aleixo Costa. Em 1957 foi a vez do Pe. Orestes Satler assumir a paróquia, o qual permaneceu a sua frente até 1964.

Em 1964 foi empossado como vigário o Pe. Otávio Bortolini. Nesse período foi construída a nova e atual Igreja Matriz de Rio dos Cedros, sendo posteriormente demolida a antiga, onde hoje se localiza o Centro de Formação (antigo Instituto Padre Pastorino).

Em 1969 foi inaugurada a atual Igreja Matriz, em local privilegiado, bem no centro da cidade. Também foi construído o Salão Paroquial. A torre seria inaugurada anos mais tarde, em 26 de outubro de 1986.

Em 1969 a paróquia passou para o comando do Pe. Victor Vicenzi, natural de Rio dos Cedros. Pe. Victor teve papel proeminente em diversos momentos da cidade, sendo um dos principais coordenadores do Centenário da Imigração Italiana, em 1975, bem como sendo o responsável por diversos trabalhos de resgate histórico e cultural, coletando relatos e informações diretamente de imigrantes e seus filhos (1ª e 2ª geração). Escreveu livros e artigos, e foi o primeiro pároco nascido em Rio dos Cedros a assumir a cidade.

Em 1976 assume o Pe. Paulo Marconcini, o qual ficou a frente da Paróquia de Rio dos Cedros por quase 10 anos.

Em 1985 o Pe. Victor Vicenzi reassume a Paróquia, permanecendo até 1987.

Em 1987 assume o Pe. Vicente Stelmaszczyk, que governou a Paróquia por dois anos.

Em 1990 assumiu como pároco, pela segunda vez, o Pe. Orestes Satler, permanecendo a frente da Igreja até 1995.

Em 1995 assume o Pe. Antônio Dereti, permanecendo até o ano de 2000.

Em 18/12/1996 foi inaugurada a praça Padre Aleixo Costa, na frente da Igreja Matriz, sendo até hoje um dos principais pontos de encontro da cidade. Tal praça, assim como a própria Igreja, passou por reformas e melhorias entre os anos de 2012 e 2013.

No dia 19 de abril de 2000 foi criada a Diocese de Blumenau, à qual Rio dos Cedros passou a pertencer.

Em 2001 assumiu a Paróquia de Rio dos Cedros o Pe. Adriano Cemin, permanecendo até 2004. Foi o último Padre Salesiano a frente da Paróquia de Rio dos Cedros.

Em 31 de dezembro de 2005 os padres salesianos deixaram, oficialmente, a Paróquia de Rio dos Cedros, entregando-a aos padres Diocesanos, que permanecem até hoje.

O Pe. Roberto Carlos Cattoni foi o primeiro padre da ordem Diocesana a assumir a Paróquia. Ele se destacou pela reestruturação e reforma de diversas capelas de Rio dos Cedros, além da própria Igreja Matriz, bem como pela marcante atuação em meio à comunidade. Pe. Roberto Cattoni também foi o segundo filho nato de Rio dos Cedros a assumir o controle da Igreja Matriz.

Em 2013 assumiu o Pe. José Vidalvino Fontanela da Silva, também da ordem dos Diocesanos.

Além da Igreja Matriz e das capelas, existem também diversos capitéis distribuídos no interior de Rio dos Cedros.

Curiosidade: Rio dos Cedros possui uma igreja (capela ou capitel) para cada 354 habitantes aproximadamente. É uma das maiores concentrações de igrejas por habitantes de todo o Brasil.


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